Conheça 3 candidatos a melhor álbum nacional de 2018

2018 chegou apenas em seu ¼ de vida, tem gente ainda superando a ressaca moral do Carnaval e estou pra te falar que já temos 3 álbuns que provavelmente vão resistir os nove meses afrente de figurar na lista de melhores discos lançados neste ano. A cena musical brasileira começou o ano com o pé direito, e tem muitos lançamentos aguardados ainda por vir no decorrer de 2018, incluindo gente grande como Gal Costa, Gilberto Gil, Caetano Veloso e o possível retorno de Jards Macalé.

Enquanto esses artistas da pesada não chegam, vamos ficar com os novatos que estão fazendo bonito: abram espaço para os 3 discos lançados neste ano que o Rock. já ouviu, curtiu e acha que merecem destaque entre as novidades.

Djonga – “O Menino que Queria Ser Deus”

“Todo padrão é vício”. Assim como em seu álbum de estreia do ano passado, “Heresia”, o rapper mineiro Djonga rasga o verbo sobre intolerância racial no novo e recém-lançado “O Menino que Queria Ser Deus”. Alçado ao posto de ícone repentino da resistência negra com a canção-protesto “Olho de Tigre”, o mesmo Djonga que demandava “fogo nos racista” continua mandando um rap urbano dedo na ferida, só que agora deixa transparecer um pouco mais de maturidade, evolução musical e – pro bem ou pro mal – adestramento. O importante é que continua bem foda.

 

Anelis Assumpção – “Taurina”

A mulher é protagonista do novo disco da paulistana Anelis Assumpção. Misto de R&B com um sambinha do bom, as composições de “Taurina” estão sempre procurando exaltar o poder feminino, sendo em essência, uma coletânea de canções políticas. Mas não se engane, nem por isso as letras são rígidas ou “agressivas”; há leveza, sentimentalismo e um sabor adocicado nas faixas. Acima de tudo, é pura poesia. Este é um disco para ser sentido e desvendado, pois rola a impressão de ser bem pessoal – Touro é o signo de Assumpção. Ainda assim, a vantagem é que “Taurina” não fecha em si só e pode estabelecer conexão com qualquer pessoa, sobretudo mulheres.

 

Rubel – “Casas”

Se você fizesse um álbum de músicas para descrever as passagens da sua vida, como você faria isso? Quais seriam os títulos das faixas? Qual seria o ritmo das músicas, iam adotar uma mesma linha sonora ou seriam específicas para cada momento da vida? Foi mais ou menos isso que Rubel fez com “Casas”, praticamente uma biografia em formato de disco. Em seu segundo álbum, o cantor e compositor carioca faz um mergulho interior, volta-se pra dentro e torna-se introspectivo para declamar canções nostálgicas e particulares, mas não passíveis de identificação para quem ouve. É um belíssimo disco. De praxe, tem a participação de Emicida e Rincon Sapiência.