Sleater-Kinney e The Breeders comemoram aniversário em maio

All Hands On The Bad One – Sleater-Kinney

Sleater-Kinney 2015 - Foto Chad Batka.The New York Times 2.jpg


Viajando pela internet, me deparei com a capa do álbum “All Hands On The Bad One” (2000), da banda norte-americana Sleater-Kinney , que completou 19 anos de aniversário de lançamento no dia 2 de maio. Clássica banda de rock alternativo - daquele saudoso alternativo da década de 1990 -, o trio formado, inicialmente, por Carrie Brownstein (guitarra, vocal), Corin Tucker (guitarra, vocal) e Laura MacFarlane (bateria, vocal) é considerado como peça fundamental do riot grrrl.

Posso considerar que foi peça fundamental da minha história com a música também. Ainda me lembro da cópia que fiz do disco, a partir de um original comprado por um amigo em um sebo no Japão. No começo dos anos 2000, esse e muitos outros discos de rock internacional eram quase impossíveis de se encontrar nas lojas brasileiras. Quando encontrava, não cabia no bolso de um estudante de 14 anos de idade.

Pois bem, aquela sonoridade me fez a cabeça. Provavelmente não só a minha. O quinto álbum da banda de Olympia, Washington, atingiu o 181º lugar da Bilboard 200 dos Estados Unidos. Primeiro do grupo a chegar nas paradas da revista.

Depois de algumas alterações, o disco foi gravado com Carrie e Corin nas guitarras e vocais, mas com Janet Weiss na bateria e vocal. As gravações aconteceram durante os anos de 1999 e 2000, nos estúdios Jackpot!, em Portland, Oregon, e John & Stu’s Place Studio, em Seattle, Washington. Apesar de críticas de alguns fãs, que diziam que a banda tinha se vendido, as letras desse quinto disco continuavam com cunho político, social e feminista. Assim continuou até 2015, quando o último disco de estúdio foi lançado, “No Cities to Love”.

No Instagram, em janeiro deste ano, a banda postou uma foto com St. Vincent e anunciou um novo disco produzido pela artista. Agora é só aguardar.

Pod – The Breeders

The Breeders 2018 - Divulgação.jpg


Topar com o disco da Leater-Skinney na internet me fez lembrar de outras bandas que foram importantes pelo meu gosto e interesse pela música. Entre elas, The Breeders . Coincidentemente, o primeiro disco da carreira desse grupo formado em Dayton, Ohio, faz 29 anos de aniversário de lançamento também em maio deste ano. “Pod” (1990) abriu as portas para uma carreira de mais de 30 anos, mantida aos trancos e barrancos, com idas e vindas, por causa da atuação dos músicos em outras bandas ou envolvimento com álcool e outras drogas. Mas o importante é que ainda vive.

Destaque para o cover de “Happiness is a Warm Gun”, de Paul McCartney e John Lennon, em “Pod”.

Lançado pela 4AD, “Pod” foi gravado por Kim Deal (guitarra e vocal), ex-Pixies, TanyaDonelly (guitarra e backing vocal), ex-Throwing Muses, Britt Walford (bateria e backing vocal) e Josephine Wiggs (baixo e backing vocal). As 12 canções foram registradas em apenas uma semana, em janeiro de 1990, no estúdio Palladium, em Edimburgo, Escócia.

É impossível ouvir “Pod” e não se lembrar dos Pixies, mas também é impossível ouvir o disco hoje em dia e não lembrar automaticamente de Breeders. Apesar da semelhança entre as duas bandas que Kim Deal transitava, Breeders tem uma sonoridade própria. Tem uma boa pegada de Kim, mas muita influência de Walford, Donelly e Wiggs, com toda a sonoridade das bandas em que atuavam. Denso, com guitarras no talo, gritos à la Kim Deal, noise e sonoridade lindamente suja.

E assim como Kurt Cobain disse que o Pixies era influência para o Nirvana, o músico manifestou a mesma admiração pelo primeiro disco do Breeders. Também disseram publicamente ter influências de Breeders, Courtney Love e, mais recentemente, Courtney Barnett. Não à toa, Barnett participou do último disco da banda, “All Nerve” (2018).

Esperamos que a nova união de Kim Deal, sua irmã gêmea Kelley Deal, Jim MacPherson e Josephine Wiggs continue dando certo e gravando mais discos.