5 apostas da música nacional em 2018

Aeeee, feliz ano novo a todos os leitores!
Todo mundo de ressaca, acabou as folias de Carnaval, isto é, 2018 oficialmente começou no Brasil. E os hits? No meio do furacão de malandras, escamas de peixe, que tiro foi esse e todas essas músicas que, não importa aonde vamos, vai tá estourando nas caixas de som, decidimos pedir licença ao funk e fazer uma lista com 5 artistas também nacionais que tem tudo pra bombar na cena musical neste ano.

Vamos a eles.

Tagua Tagua

Vocalista da banda gaúcha Wannabe Jalva, que já tocou em vários festivais de prestígio como o Lollapalooza, Felipe Puperi lançou há poucos dias o EP “Tombamento Inevitável”, que marca a estreia de seu novo projeto, o Tagua Tagua. Fugindo do óbvio, a sonoridade é deliciosa, um mix de ritmos brasileiros, eletrônico, rock e uma pegada soul que a gente pode identificar pelo sax e o trompete. O EP conta com três faixas e todas elas apresentam essa roupagem bem ligada ao r&b e composições poéticas. É uma bela surpresa.


Jão

Jão ficou famoso pelos seus vídeos no YouTube, onde faz covers de outras músicas do pop ao sertanejo, emprestando a sua voz aveludada e um ritmo geralmente mais brando. Virou hit instantâneo e para o rapaz lançar suas canções autorais foi um pulo, já até assinou contrato com a Universal e em breve lança um álbum de inéditas. Jão começou com a faixa “Álcool” e como todo mundo sabe por experiência, depois dele vem o quê? Ela mesma, a “Ressaca”. Dá o play.


Class A

Esse é pra juventude. Do Rio de Janeiro, a banda Class A mistura rap com batidas de funk e letras que não chegam a ser ostentação, mas geralmente envolve algum tipo de desilusão amorosa, bem pop comercial em sua essência, no estilo do Charlie Brown Jr. O YouTube foi o cartão de visita do trio, já contam com milhares de visualizações e também se destacam no Google Play. 


Érica

Érica Alves é mais conhecida por ser um dos três elementos da banda The Drone Lovers, uma das melhores revelações da música eletrônica dos últimos anos. É um nome muito conhecido também nas noites paulistanas e o Buda acha que, muito em breve, das noites mundo afora, considerando o lançamento do seu primeiro (e ótimo) álbum solo, “Beautiful”. As composições são muito boas, fica ali no limiar do pop e experimental, voz e sintetizadores num (des)compasso viajante. Sabe aquele som bem produzido que a gente dá o play pra sentir e dar aquela brisada? Tá aí.


Daniel Medina

Meio Marcelo Jeneci, meio Rodrigo Amarante, Daniel Medina é um talento a ser descoberto, seja pela melodia das suas músicas pelo lirismo das letras, também remetendo um pouco ao cantor Lenine. Natural do Ceará, Medina já tem carreira como ator há mais de uma década. No final do ano passado, lançou seu álbum de estreia, “Evoé!”, um disco cheio de texturas, influências do teatro e que conquista quem escuta por conta das belas sutilezas e sinceridade.