Dia Mundial da Saúde e ‘nóis tá’ como?

Tem pessoas que vivem reclamando. Às vezes é quem trabalha do seu lado, é seu melhor amigo apitando no whats, pode ser um parente descontente com a realidade ou você mesmo, você pode ser o reclamão e nem se dá conta. E as lamúrias podem ser as mais bestas possíveis, muitas vezes são mesmo, mas a gente tem esse péssimo costume de soterrar a positividade de um dia bonito de sol, do 5º dia útil, de uma merecida cerveja no happy hour com “ah, mas eu preciso perder uns quilos” ou “o crush não me dá bola”, etc. E quando uma coisa foge do controle das nossas mãos, quando dá errado, a tendência é descontarmos em nós mesmos. Convivemos constantemente com a insatisfação e isso é um modo muito triste de se viver. Tá parecendo autoajuda, então vou parar por aqui.

Beleza. Mas o que isso tem a ver com o 7 de abril, Dia Mundial da Saúde? Longe de mim querer cagar regra, ser o porta-voz da ditadura da saúde e obrigar as pessoas a fazerem o que elas não querem. Porém, continuando fazendo o contrário, você também não vai se ajudar.

Não há dúvida que toda essa questão de autoestima zero está também ligada à saúde. Adotar práticas saudáveis, entretanto, não vai ser a cura dos seus problemas. Vai ajudar, com certeza, mas não vai ser a solução. E ninguém aqui está falando para você, leitor(a), começar na segunda-feira uma dieta rigorosa ou se matricular amanhã na academia. Defendemos que o conceito de saúde é a pessoa se sentir em paz, feliz e satisfeita com o que ela é – mas alimentos saudáveis e mexer o corpo de vez em quando também não faz mal pra ninguém, a gente recomenda.

Agora, pra você leitor(a) que é extremamente alheio a esportes, à academia... sério, permita-se. Tente. Muitas vezes não temos noção das nossas habilidades e é impressionante quando nos descobrimos em alguma prática. A galera que pira no CrossFit talvez não pire à toa, por exemplo, vai que você se identifica. Ou então você pode procurar algo mais específico e que é ótimo para a mente, como yoga, exercícios para respiração, alongamento, meditação, alguma dança...

Quando você passa a gostar de algo, quando a gente se encontra, passamos a ocupar a nossa cabeça em alcançar êxito com isso e canalizarmos a nossa energia para algo positivo, pensamos cada vez menos em nossos problemas, e isso vai interferir diretamente no humor, no desempenho, no convívio com outras pessoas. Todos esses anseios que temos podem não ter uma cura exata, mas os hábitos inerentes à saúde (boa alimentação, exercícios regulares, uma bike no final da tarde, uma caminhada no parque, etc.) podem amenizar as nossas inseguranças quanto a nós mesmos.

Neste dia e nos outros também, muita saúde e paz a todos!

Canalizar energia