Emmy: ‘Game of Thrones’ ganhou pela pior temporada?

Um dos grandes êxitos da história da TV norte-americana, a série “Game of Thrones” foi indicada ao Emmy, principal prêmio da indústria televisiva, desde a sua primeira temporada, lançada em 2011. De lá até agora, muitas coisas aconteceram, quase todo o elenco principal virou presunto e acompanhamos a história épica ganhar contornos surpreendentes.

No último domingo, com gosto de consolação, “Game of Thrones” foi coroado na categoria Melhor Série Dramática, desbancando a season derradeira de “Mad Men” e a inteligência ímpar de “House of Cards”. Na nossa análise, a 5ª temporada de “Game of Thrones” foi bastante irregular e trouxe o melhor (aprimoramento técnico e amadurecimento dos personagens) e o pior (que desfecho é aquele???) da série até então. Esse prêmio parece mais ter sido uma tentativa da Academia de “fazer justiça” e reparar os relativos erros das edições anteriores – não que merecesse mais do que “Breaking Bad” ou “Homeland”, que retornou das cinzas após uma temporada me-do-nha. Mas enfim.

Enquanto em Drama a gente torce o nariz, na categoria Comédia é só alegria! Ainda mais agora que os votantes do Emmy parecem ter largado mão de “Modern Family”, que é uma série bacana, é simpática e tem sua graça, mas minha gente, vamos ser francos, a concorrência é de peso e “Modern Family” vinha se sobressaindo sobre projetos geniais, como é o caso da vencedora “Veep”. “Veep” tem um texto político brilhante, humor ácido, afiado, personagens marcantes e a sensacional Julia-Louis Dreyfus no papel da vice-presidente dos Estados Unidos.

Mas o principal prêmio da noite do Emmy, precisamos reconhecer, foi a diversidade. O ator Jeffrey Tambor foi merecidamente reconhecido com o prêmio de Melhor Ator em Série Cômica pelo papel da transexual Maura Pfefferman na série “Transparent” e três atrizes negras foram agraciadas com troféus: Regina King (American Crime), Uzo Aduba (Orange is the New Black) e Viola Davis (How to Get Away with Murder), que fez história ao se tornar a primeira mulher negra (!!!!), em 65 anos de premiação, a vencer na categoria Melhor Atriz – Drama. Demorou, vocês não acham?

O discurso da atriz é inspirador. Olha só.

Outros grandes vencedores da noite incluem a minissérie “Oliver Kitteridge”, que quase gabaritou as categorias, e o ator Jon Hamm, que após trocentas indicações, finalmente levou o seu pelo papel de Don Draper em “Mad Men”. Justiça foi feita!