As melhores histórias do João Rock 2015

Festival é sempre um causo. Provavelmente vai ser melhor do que você pensava, pior do que imaginou, ou o contrário, ou vice-versa ou o inverso do avesso do universo, mas voltando, o ponto é: Se você sair indiferente de um festival, algo deu errado. É para marcar mesmo, incomodar. Atormentando alguns, dando a outros os melhores momentos da sua vida, todo festival tem em comum o clima de renovação, renascimento. Experiência inesquecível. História para contar.

 Estrutura João Rock 2015

Estrutura João Rock 2015

À parte a parte poética que nos cabe nesse latifúndio, não deixa de ser um evento físico. Inclusive, um evento imenso! Feito à base de planejamento, trabalho, organização, estrutura física. É tão claro que alguma coisa vai dar certo quanto que alguma outra vai dar errado. Portanto os perrengues estão para a felicidade extrema, como yin está para yang. Bem ou mal, contamos alguns momentos marcantes para quem não pode experimentar na pele o João Rock 2015, bem como algumas memórias para quem já quer voltar (ou nunca mais) ao evento que marcou o sábado passado em Ribeirão Preto.

Teve amor!

Não sabemos como vai a capital, mas em Ribeirão SP estava explodindo de amor. O evento rolou no dia 13 de Junho, logo após o dia dos namorados. “Impossível não abraçar mais forte no show do Frejat, dividir as músicas, os tragos… apaixonei no meu namorado hehe”, declara Bruna Delgado, que foi pela segunda vez com a mesma companhia ao festival. O palco da banda Capital Inicial ainda serviu para um pedido de casamento inesperado - e grandioso! - do reporter Lucas Salles à produtora Camila Colombo.

Teve atração pra não deixar ninguém entediado.

“Tinha uma mini rampa de skate, slackline, bung-jump, queda livre… enfim, a galera não parava de se jogar!” Conta Flávia Zanatta, que saiu com cinco amigos de Cianorte para o evento. De acordo com ela, o clima era o de viver por um dia, em um mundo alternativo, que visivelmente não poupa na brincadeira.

Teve quem passou fome…

Os preços das comidas e bebidas foram os principais alvos de crítica. Além disso, as filas enormes deixaram muita gente cansada, o que, convenhamos, tira a energia de qualquer um. Irys Dufner Lage, que também curtiu o festival pela segunda vez, não teve sorte nesse quesito. “Peguei uma fila enorme pra comprar batata frita e, quando consegui, um cara passou e roubou da minha mão.”, lamenta.

Teve show que tirou todo mundo do sério.

 Show Planet Hemp (Foto: Renan Facciolo)

Show Planet Hemp (Foto: Renan Facciolo)

Skank, Gabriel O Pensador, Pitty, Criolo, Dead Fish foram alguns dos nomes no line-up que levaram aproximadamente 45 mil pessoas ao Festival. A bahiana Pitty faz uma das apresentações mais comentadas do sábado, marcando desde os fãs mais tietes, até quem não esperava muito da cantora. Planet Hemp marcou um encontro emocionante com o público, todos com os isqueiros para o alto. Tudo brilhando lá em cima. High. “O show do Planet e dos Raimundos compensaram qualquer coisa que pudesse ter de errado no dia”, defende Kennedy Bacarin, em sua primeira edição do João Rock.

E teve isso:

  Quem nunca, não é mesmo minha gente?

Quem nunca, não é mesmo minha gente?

Em conclusão, dizemos que nem tudo é perfeito, mas - ao menos entre os entrevistados do Blog do Buda - as taxas de arrependimento não parecem representar dados significativos. Valeu a pena.