O sal da terra e a doçura do retrato

Responsável por colocar o fotojornalismo brasileiro no mapa, o artista Sebastião Salgado está atualmente em cartaz no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, com a exposição inédita “Gênesis”. A mostra é resultado de oito anos de trabalho em viagem por diversos locais do globo e apresenta 245 imagens de beleza natural inexplorada, divididas em cinco seções geográficas: Planeta Sul, Santuários, África, Terras do Norte, Amazônia e Pantanal. Alguns dos destinos presentes na exposição são a Antártica, Ilhas Galápagos, Alasca, Canadá, Rússia e vários países da África.

O objetivo do fotógrafo é trazer ao público ambientes que ainda não tenham sido atingidos pela vida moderna e que se mantêm intactos na natureza. Montanhas, desertos, florestas, arquipélagos, tribos, aldeias, animais são alguns dos temas registrados pela câmera atenta de Salgado. Seu trabalho se mantém forte, focado na temática social, fotografias em preto e branco e afundadas em contrastes, tanto no caráter técnico quanto semântico da coisa.

Sinta um pouco o gostinho (doce) desse trabalho incrível: 

Essa é a última semana de “Gênesis” em Curitiba. A exposição fica em cartaz no MON para apreciação do público até este domingo, dia 5. Então corre!  

Mas se não der tempo e acabar ficando órfão de Salgado, não precisa se desesperar. Consulte a programação de cinema e confira o excelente documentário “O Sal da Terra”. O filme narra o processo de criação e as expedições fotográficas de Salgado pelo mundo. 

Codirigido por Juliano Salgado, filho de Sebastião, em companhia do renomado cineasta alemão Wim Wenders – que tem no currículo aquele documentário sensacional de 2011 sobre a bailarina Pina Bausch – “O Sal da Terra” passou por diversos festivais e premiações de cinema, sendo inclusive indicado ao Oscar deste ano e premiado no César Awards, o “Oscar francês”. Em sua trajetória ainda consta o Festival do Rio, Festival de San Sebastián, na Espanha, e o prestigiado Festival de Cannes, onde foi ovacionado após a sessão première e ganhou o Prêmio Especial da mostra Un Certain Regard.

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